Resenha: Despertar- Octavia E. Butler

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Ficha Técnica: 

Título: Despertar

Autor (a): Octavia E. Butler

Editora: Morro Branco

Gênero: Ficção Científica

Edição: 1º

Páginas: 352

Ano: 2018

Sinopse:

Há vida inteligente lá fora e é ela que salva a humanidade de si mesma.
Quando Lilith Iyapo desperta após 250 anos de animação suspensa, descobre que o planeta Terra e os seres humanos sobreviventes de uma guerra catastrófica estão sob a guarda dos Oankali, uma espécie alienígena com habilidades e tecnologias tão impressionantes quanto sua aparência é repulsiva.
Lilith foi escolhida para despertar e preparar outros seres humanos para finalmente retornarem ao planeta natal. A Terra está novamente habitável há pouco, porém em condições bem diferentes do que conheciam. Assim, os humanos precisarão desenvolver suas habilidades de sobrevivência, enquanto Lilith terá que superar as próprias suspeitas para liderá-los nessa nova etapa – além de decidir se vale a pena andar sobre a linha do que nos define como humanos.

Resenha:

Imagine o seguinte cenário: O planeta terra foi destruído pela raça humana e suas bombas nucleares, alguns sobreviventes foram resgatados por uma raça alienígena, que os estuda, melhora fisicamente, cura suas imperfeições genéticas e os deixam em estado de hibernação por 250 anos.

De tempos em tempos, alguns desses humanos são despertados e tem suas reações ao seres extraterrestres analisadas. Eles estão sendo preparados para a grande missão de repovoar o planeta terra, só que no processo, as duas raças terão que acasalar, formando serem evoluídos.

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Lilith, foi a escolhida para liderar um dos grupos de repovoamento, e acaba se tornando o objeto de ódio dos demais membros do grupo que não a veem mais como humana, mas sim como sua carcereira, um ser que foi tão modificado que não pode ser vista como uma integrante do grupo dos humanos.

No começo a leitura foi bastante arrastada, até mesmo porque a Lilith é uma personagem que não vai agradar a todos, ela é uma mulher cheia de conflitos, que vê seus salvadores como seres repulsivos, pelo simples fato de serem diferentes dela.

Mesmo sendo tratada com respeito, e tendo sido curada de um câncer que acabaria por matá-la, em nenhum momento ela demostra gratidão, pensando apenas em fugir e impedir que a miscigenação de raças aconteça.

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Até que ponto a humanidade deve ser posta acima dos avanços evolutivos? E quando essa se torna a única opção a sobrevivência, vale mesmo a pena ser tão irredutível em suas crenças falhas que são baseadas apenas em estética?

Esse livro me levou a vários questionamentos, e o mais interessante foi imaginar a narrativa sobre o ponto de vista de outros personagens. Estou ansiosa para ler o próximo volume.

Bjos!

 

 

 

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