Resenha: Para Toda a Eternidade- Caitlin Doughty

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Ficha Técnica: 

Título:  Para Toda a Eternidade

Autor (a): Caitlin Doughty

Editora: Darkside Books

Gênero: Crônicas

Edição: 1º

Páginas: 224

Ano: 2019

Sinopse:

Em seu primeiro livro, Caitlin Doughty compartilhou histórias reais do dia a dia de uma casa funerária. Já Para Toda a Eternidade é o fruto de uma jornada global para conhecer o mundo de mãos dadas com a morte. Através das palavras poderosas de Caitlin Doughty e das ilustrações deslumbrantes do artista Landis Blair, vemos como outras culturas lidam com o fim da vida enquanto entendemos a nossa relação com o assunto.
Na Indonésia, Caitlin observa enquanto um homem limpa e veste o corpo mumificado de seu avô, que mora na casa da família há dois anos. Em La Paz, ela conhece as ñatitas bolivianas (crânios humanos que fazem a ponte entre os mundos dos vivos e dos mortos). E em Tóquio, ela se depara com a cerimônia do kotsuage, na qual parentes utilizam palitinhos para coletar os ossos de seus entes queridos das cinzas da cremação.
Narrando cada ritual de maneira respeitosa ao mesmo tempo em que insere contornos históricos e também pessoais ao texto, Caitlin investiga a história funerária no mundo, apresentando soluções inusitadas, e inicia a discussão: existe jeito certo de se despedir das pessoas que você ama? O que parece um tabu para nós pode ser transformador para quem fica. Acima de tudo, Para Toda a Eternidade é uma lição de empatia, acolhimento e solidariedade. Uma volta ao mundo de uma perspectiva inusitada — mas enriquecedora na mesma medida. Temos muito a aprender com a morte.

Resenha:

Esse é o segundo livro da autora Caitlin Doughty, que a Darkside lança no Brasil, é confesso a vocês que é tão bom quanto o primeiro (Confissões do Crematório).

Caitlin Doughty, fala da morte de uma forma muito singela, quase poética, de forma que percebemos que esse não é um assunto tão complexo ou temível como temos a tendência de imaginar, o que nos falta é essa percepção de que a morte é algo natural, que vai acontecer para todos e que o fato de não falar a respeito, não vai eliminar a sua ocorrência.

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Quando li o primeiro livro, acabei refletindo muito sobre o assunto é chegando a algumas decisões a respeito de como desejo que sejam feitos os meus ritos finais (quando esses acontecerem), essa decisão só foi reforçada com esse novo volume.

Como a Caitlin apresenta diversas formas de dá dignidade aos nossos mortos, acaba que nos identificamos mais com um ou outro modo, mesmo que esse não seja tão usual em nosso país por exemplo.

A autora nos presenteia com diversos ritos que são praticados ao redor do mundo, e tem alguns tão bonitos, que chegam a dar uma sensação de paz sabe? Outros são um pouco estranhos, mas isso se dá ao fato de termos sidos criados com uma mentalidade diferente em relação a morte.

De qualquer forma essa é uma leitura que considero necessária a todos, sem distinção.

Bjos!

 

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