Resenha: A Senhoria- Fiódor Dostoiévski

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Ficha Técnica: 

Título: A Senhoria

Autor (a): Fiódor Dostoiévski

Editora:  Editora 34

Gênero: Literatura Estrangeira

Edição: 1º

Páginas: 142

Ano: 2006

Sinopse:

Em 20 de outubro de 1846, Dostoiévski escrevia a seu irmão: “todos os meus planos foram por água abaixo e ruíram por si mesmos…Abandonei tudo (que estava escrevendo), já que isso não passava de uma repetição de coisas velhas. Agora ideias mais originais, vivas e luminosas brotam de mim no papel…Estou escrevendo outra novela, e o trabalho vai de vento em popa, está saindo com facilidade e frescor, como nunca…”.
A novela a que Dostoiévski se referia com tamanho entusiasmo era ‘A Senhoria’, que viria à luz no ano seguinte. Ao contrário de suas expectativas, entretanto, Bielínski – o mais influente crítico literário da época – tratou a obra como um disparate, fruto da fantasia mirabolante do autor. De fato, as inovações que Dostoiévski introduziu com relação ao foco narrativo – bem como a trama que liga o intelectual e sonhador Ordínov à figura misteriosa de Katierina – permaneceram totalmente incompreendidas em seu tempo.
Só no século XX, uma nova geração de leitores iria reconhecer neste livro, escrito quando o autor tinha 26 anos, uma obra-prima que antecipa ‘Memórias do Subsolo’ (1864) e seus grandes romances da maturidade. Pela primeira vez em tradução direta do russo, ‘A Senhoria’ conta, nesta edição, com 14 xilogravuras de Paulo Penna e um esclarecedor posfácio de Fátima Bianchi, no qual a tradutora reconstitui o conturbado ambiente literário da época, destacando a atualidade da contribuição de Dostoiévski.

Resenha:

Essa novela escrita por Dostoiévski em 1847, é diferente das outras obras do autor, com que estamos acostumados. Pode-se dizer que ele estava em um período de auto descoberta, de transição, para o autor celebre que vivíamos a conhecer.

O autor criou um protagonista tido como intelectual, mas acomodado, que se deixava flutuar pela cidade e pela vida, absorvendo o que considerava mais interessante, porém sem grandes ambições.

O livro se desenvolve em um fluxo, que muitas vezes deixa o leitor confuso a respeito do que é ou não realidade, colocando em cheque a sanidade do Ordínov.

No inicio da narrativa, Ordínov é um homem solitário, que ler muito e acaba se achando superior aos que o rodeiam, ele mora em um quarto alugado, mas ver-se obrigado a encontrar uma nova residência.

Nesse período de transição em sua vida, ele encontra uma mulher de beleza singular, por quem se apaixonar imediatamente. Até esse ponto o livro era voltado para a racionalidade, porém esse arrebatamento amoroso, leva o personagem a um mundo de sonhos, mistério e ilusão, onde tudo deve ser questionado.

Fica claro que o personagem é incapaz de resolver os problemas mais simples, e que seu caráter é duvidoso.

Nada é o que se imagina, a mulher bela e abnegada, traz segredos, que serão confessados no desenrolar da história, seu marido, um homem mais velho tido como um bruxo, não é de fato um bruxo de magia e feitiços, mas um homem que tem o dom palavra e a usa em beneficio próprio.

Como todos os livros do autor, esse deve ser lido é apreciado sem pressa.

Bjos

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