Resenha: A Viagem do Elefante- José Saramago

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Ficha Técnica: 

Título:  A Viagem do Elefante

Autor (a): José Saramago

Editora:  Companhia das Letras

Gênero: Literatura Estrangeira/ Romance

Edição: 1º

Páginas: 256

Ano: 2008

Sinopse:

Não é todo dia que aparece um elefante em nossa vida, muito menos chamado Salomão. Pois é este formoso e meigo paquiderme, nascido em Goa, transportado pelos mares a Portugal no século XVI, o herói… leia mais da viagem que aqui se conta. “Por muito incongruente que possa parecer…”, assim começa o novo romance – ou conto, como ele prefere chamá-lo – de José Saramago, sobre a insólita viagem de um elefante chamado Salomão, que no século XVI cruzou metade da Europa, de Lisboa a Viena, por extravagâncias de um rei e um arquiduque. O episódio é verdadeiro. Dom João III, rei de Portugal e Algarves, casado com dona Catarina d Áustria, resolveu numa bela noite de 1551 oferecer ao arquiduque austríaco Maximiliano II, genro do imperador Carlos Quinto, nada menos que um elefante. O animal viera de Goa junto com seu tratador, algum tempo antes. De início, o exotismo de um paquiderme de três metros de altura e pesando quatro toneladas, bebendo diariamente duzentos litros de água e outros tantos quilos de forragem, deslumbrara os portugueses, mas agora Salomão não passava de um elefante fedorento e sujo, mantido num cercado nos arredores de Lisboa. Até que surge a idéia mirabolante de presenteá-lo ao arquiduque, então regente da Espanha e morando no palácio do sogro em Valladolid.

Resenha:

A partir de uma gravura, vista por Saramago, ele criou essa maravilhosa história, que narra a trajetória de um elefante que passou pelas mãos de alguns homens ilustres, que o fizeram atravessar grande parte da Europa.

Salomão é um elefante, inicialmente os reis de Portugal (  Dom João III e  Catarina d Áustria) detêm a sua posse. Mas a inconveniência de ter tal animal cria uma série de desentendimentos entre o casal, que resolve se desfazer dele, dando o mesmo como um verdadeiro presente de grego para o arquiduque austríaco Maximiliano II, que prontamente o aceita de bom grado.

O estranho é que ao se ver livre do animal, o casal logo sentiu a perda do mesmo, mostrando como nós serem humanos somos contraditórios em nossos afetos.

Saramago também aproveita a narrativa para criar um alivio cômico, que muitas vezes se dá através de ferrenhas alfinetadas na religião e na forma como suposto milagres eram forjados para criar uma áurea de santidade em uma religião decadente que vinha perdendo terreno desde a reforma protestante.

Embora o protagonista do livro seja o elefante, o livro trata na verdade do ego das pessoas que o cercam, e de como essas estão dispostas a fazer quase tudo em prol da manutenção de uma aparência frágil de superioridade e grandeza, mas que na realidade não passa de mesquinhez e insegurança extrema.

O livro não tem grandes reviravoltas, e pode até mesmo ser visto como enfadonhos por alguns que não se atem ao lado psicológico da trama. Mas para quem venha a lê-lo com atenção, vai se maravilhar com essa obra.

Bjos!

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