Resenha: Terra Sonâmbula- Mia Couto

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Ficha Técnica: 

Título: Terra Sonâmbula

Autor (a): Mia Couto

Editora:  Companhia das Letras

Gênero: Literatura Estrangeira

Edição: 1º

Páginas: 206

Ano: 2007

Sinopse:

Um ônibus incendiado em uma estrada poeirenta serve de abrigo ao velho Tuahir e ao menino Muidinga, em fuga da guerra civil devastadora que grassa por toda parte em Moçambique. Como se sabe, depois de dez anos de guerra anticolonial (1965-1975), o país do sudeste africano viu-se às voltas com um longo e sangrento conflito interno que se estendeu de 1976 a 1992.
O veículo está cheio de corpos carbonizados. Mas há também um outro corpo à beira da estrada, junto a uma mala que abriga os “cadernos de Kindzu”, o longo diário do morto em questão. A partir daí, duas histórias são narradas paralelamente: a viagem de Tuahir e Muidinga e, em flashback,o percurso de Kindzu em busca dos naparamas, guerreiros tradicionais, abençoados pelos feiticeiros, que são, aos olhos do garoto, a única esperança contra os senhores da guerra.
“Terra Sonâmbula” – considerado por júri especial da Feira do Livro de Zimbabwe um dos doze melhores livros africanos do século XX e agora reeditado no Brasil pela Companhia das Letras – é um romance em abismo, escrito numa prosa poética que remete a Guimarães Rosa.
Couto se vale também de recursos do realismo mágico e da arte narrativa tradicional africana para compor esta bela fábula.

Resenha:

Romance escrito por Mia Couto e publicado em 1992, considerado um dos 12 melhores livros africanos do século XX.

Esse é um romance complexo, que passa a ideia de uma fábula africana, que tem por intuito instruir ao mesmo tempo que encanta.

O velho Tuahir e ao menino Muidinga, vivem uma realidade dura, cheia de perigos, perda e sofrimento, diante dos horrores da guerra civil moçambicana. Eles estão em fuga e resolvem que vão se abrigar em um ônibus carbonizado, afinal que melhor lugar para se esconder do que um que foi destruído a pouco tempo.

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Só que o garoto não imaginava que ao lado de um corpo abandonado na estrada, estaria um grande tesouro que serviria de consolo a ele e ao velho nos momentos de maior aflição.

Não se trata de dinheiro, mas sim de diários contando a fantástica vida daquele homem. Afinal de contas, quando o cenário e de desolação, faz bem fugir da realidade através da leitura.

A partir desse achado a história se bifurca em duas narrativas: A viagem do garoto e do velho; e a narrativa da vida de Kindzu, a morte de seu pai, o irmão que desapareceu, a saída de casa, abandono da mãe, encontro com seu grande amor.

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O livro traz o olhar do povo que foi oprimido pelo colonialismo, que teve sua vida devastada, suas casas saqueadas, filhos assassinados, esse povo considerado marginalizado, mas que mantém sua riqueza cultural intacta.

A história é linda e vale a pena a leitura.

Bjos!

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