Resenha: As Rãs- Mo Yan

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Ficha Técnica: 

Título: As Rãs

Autor (a): Mo Yan

Editora:  Companhia das Letras

Gênero: Literatura Estrangeira

Edição: 1º

Páginas: 496

Ano: 2015

Sinopse:

“Um não é pouco; dois é bom; três é demais” — eis o slogan lançado pela China comunista em 1965 para conter o crescimento populacional. Nesse contexto, o Nobel de literatura Mo Yan dá voz a Corre-corre, um aspirante a escritor que vê a tia como heroína e quer transformar sua vida em livro.
Primeira parteira da aldeia a estudar obstetrícia, trata-se de uma mulher extraordinária, que se torna oficial do Partido e tem de levar o planejamento familiar do Estado às últimas consequências.
Não é à toa que Mo Yan é comparado a García Márquez. A riqueza da atmosfera, do imaginário, e a forma bem-humorada de tratar cenários dramáticos caracterizam a prosa de um dos maiores autores da atualidade.

Resenha:

Mo Yan, é um escritor ganhador do prêmio Nobel de literatura, pelo seu livro As Rãs.

Ele nos apresenta a história da China, de uma forma simples e direta, enfatizando a mudança de pensamento que ocorreu em relação as parteiras, que eram o único consolo as mulheres em trabalho de parto nas regiões mais afastadas e atrasadas. Além de apresentar a politica de planejamento familiar, que tinha como objetivo diminuir drasticamente o crescimento populacional daquele país.

Tudo isso sobre o ponto de vista de um aspirante a escritor. Corre-corre era nativo da região, que resolveu publicar um livro sobre as memórias de sua tia, a primeira mulher da localidade que estudou obstetrícia.

A tia era uma mulher a frente do seu tempo, que lutava pelo que acreditava, o que considerava justo, isso incluía o repudio as parteiras, que ela via como verdadeiras bruxas, sem um pingo de responsabilidade com a vida que lhes era posta nas mãos.

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A trama gira em torno da vida desses dois personagens, suas realizações, dificuldades, dramas e principalmente os arrependimentos pelas escolhas feitas, que os levaram em uma direção diferente da que imaginavam no princípio.

O autor consegue fazer uma nítida ambientação da trama, o que facilita a leitura. Nos fazendo imergir no cenário político e social da China, na crueldade da aplicação da politica de planejamento familiar, que forçava a população a se adequar a uma pratica que ia contra tudo o que eles acreditavam.

Foi triste me dar conta da quantidade de vidas que foram brutalmente ceifadas, por pessoas que em nenhum momento se permitiam questionar as ordens dadas, visando somente alcançar um objetivo estipulado, mesmo que para isso estivessem alterando para sempre a cultura regional.

O livro é maravilhoso, e eu espero que vocês gostem da leitura da mesma forma que eu gostei.

Bjos!

 

 

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