Resenha: A Guerra Não Tem Rosto de Mulher- Svetlana Aleksiévitch

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Ficha Técnica: 

Título: A Guerra Não Tem Rosto de Mulher

Autor (a): Svetlana Aleksiévitch

Editora:  Companhia das Letras

Gênero: Literatura Estrangeira/ História

Edição: 1º

Páginas: 392

Ano: 2016

Sinopse:

A história das guerras costuma ser contada sob o ponto de vista masculino: soldados e generais, algozes e libertadores. Trata-se, porém, de um equívoco e de uma injustiça. Se em muitos conflitos as mulheres ficaram na retaguarda, em outros estiveram na linha de frente.
É esse capítulo de bravura feminina que Svetlana Aleksiévitch reconstrói neste livro absolutamente apaixonante e forte. Quase um milhão de mulheres lutaram no Exército Vermelho durante a Segunda Guerra Mundial, mas a sua história nunca foi contada. Svetlana Alexiévitch deixa que as vozes dessas mulheres ressoem de forma angustiante e arrebatadora, em memórias que evocam frio, fome, violência sexual e a sombra onipresente da morte.

Resenha:

Svetlana Aleksiévitch é uma escritora/ jornalista, que ganhou o prêmio Nobel de Literatura do ano de 2015.

Nesse livro ela resolve falar sobre a Segunda Guerra Mundial, sobre o ponto de vista feminino. Para isso ela entrevistou diversas mulheres que participaram da guerra, como enfermeiras, franco atiradoras, chefe de batalhão, cozinheiras, lavadeiras, mulheres que pilotavam tanques, aviadoras e até mesmo as responsáveis por desarmar bombas.

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Não foi uma tarefa fácil, já que essas mulheres foram obrigadas a se calar sobre sua participação após a guerra, uma vez que se não o fizessem eram mal vistas pelos vizinhos, que muitas vezes as tiravam por mulheres fáceis, e por isso se negavam a casar com elas, triste não?

Mas esse livro deu voz a essas mulheres corajosas, que sairão e casa para lutar por um ideal de pátria, amor e justiça, outra entraram na guerra para se vingar dos assassinos de seus pais e familiares, os homens que invadiram e destruirão uma terra por elas amada.

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Muitas delas eram jovens idealistas, entre 12 a 18 anos, é por esse motivo tinham dificuldade em serem aceitas no exercito, afinal elas poderiam se sacrificarem em casa, nas fábricas que já não possuíam mão-de-obra suficiente, ou até mesmo como enfermeiras. Mas eram rejeitadas em outras áreas, só conseguindo ingressar após muito persistência.

 

O mais impactante é ler que o exercito inimigo tinha a ordem de não fazer prisioneiras, que elas deveriam ser imediatamente fuziladas, já que não eram vista por eles como mulheres e sim demônios, que não deveriam ter o exemplo imitado.

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Através do relato dessas mulheres, pude ver a guerra sobre a observação dos acontecimentos diários, as pequenas coisas que para os homens passavam despercebidas, seja a dor de ver seu filho sendo brutalmente assassinado na sua frente, ou sendo usado como disfarce para passar pelo campo inimigo, seja na aversão a cor vermelha que lembra o sangue dos soldados feridos, ou mesmo no desejo de se cuidar, de se sentir atraente em meio a um mundo em que tudo faltava.

Por favor, leiam esse livro, vale muito á pena.

Bjos!

 

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