Resenha: A Era do Ressentimento  – Luiz Felipe Pondé

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Ficha Técnica: 

Título: A Era do Ressentimento

Autor (a): Luiz Felipe Pondé

Editora:  Leya

Gênero: Literatura Estrangeira/ Sociologia

Edição: 1º

Páginas: 176

Ano: 2014

Sinopse:

Luiz Felipe Pondé, o filósofo mais polêmico do país, aponta suas armas para a mediocridade contemporânea. É urgente sobrevivermos ao ridículo do mundo contemporâneo. E para sobreviver a ele devemos desprezá-lo de alguma forma, como dizia o mestre Carpeaux. A verdadeira sabedoria passa, em algum momento, pelo desprezo do mundo a sua volta. Uma agenda para o contemporâneo é um ato de coragem. Sua missão é nos fazer ver quem somos numa época afogada em narcisismo.

“Assim como quem atravessa o deserto, sem água e comida, alguns de nós, contemporâneos, que não desistimos do fardo animal de nossa consciência, apontaremos o dedo indicador em direção ao horizonte, acreditando que pensar, trabalhar, falar e escrever ainda são as melhores formas de resistir ao nosso abandono na Terra. Continuaremos a retirar o sentido das pedras, como antes de nós faziam nossos patriarcas pré-históricos, porque ele não habita nenhum outro espaço a não ser o das nossas entranhas. Ofereço esta agenda a todos que, como eu, estão fugindo das modas de um mundo viciado em seus próprios ridículos fantasmas de sucesso. Assim como Freud traiu nossa falsa inocência infantil, pretendo trair nossa mediocridade. Este livro deve ser lido como uma série de ondas (ensaios e aforismos) que atingem a praia e se acumulam, uma depois da outra, desenhando nosso rosto na areia.” — Luiz Felipe Pondé

Resenha:

Pondé analisa de forma pormenorizada o efeito do ressentimento nos mais diversos problemas que afetam a sociedade moderna, como por exemplo a exacerbação do efeito politicamente correto, que acabou culminando no conhecido padrão mi mi mi, do qual todos somos reféns ao publicarmos nossas opiniões nas mídias sociais.

Para Pondé a nossa geração mergulhou em um mar de ressentimento, que está refletido em nossas atitudes em sociedade, assim como na forma critica, quase destrutiva com que nos observamos.

O autor nos define como uma geração de pessoas covardes, ressentidas e mimadas, que sera ridicularizada pelas próximas gerações, que não vão entender porquê nos apegamos a conceitos ultrapassados de democracia, e principalmente por que não tínhamos fibra para lutar pelas coisas que mais desejávamos.

Em suma, somos fracos, mergulhados em um universo de ilusões, e com um forte complexo de inferioridade, que nos paralisa.

Os textos são curtos e de fácil entendimento, a escrita é simples. Com temas que variam transitam entre solidão, redes sociais, beleza, narcisismo, feminismo, religiosidade e psicologia.

Confesso que esperava um pouco mais desse autor, já que o acompanho em diversos vídeos postados no youtube, mesmo assim foi uma primeira experiência agradável.

Bjos!

 

 

 

 

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