Resenha: O Papel de Parede Amarelo- Charlotte Perkins Gilman

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Ficha Técnica: 

Título: O Papel de Parede Amarelo

Autor (a): Charlotte Perkins Gilman

Editora: José Olympio

Gênero: Literatura Estrangeira / Romance

Edição: 1º

Páginas: 112

Ano: 2016

Sinopse:

Uma mulher fragilizada emocionalmente é internada, pelo próprio marido, em uma espécie de retiro terapêutico em um quarto revestido por um obscuro e assustador papel de parede amarelo. Por anos, desde a sua publicação, o livro foi considerado um assustador conto de terror, com diversas adaptações para o cinema, à última em 2012. No entanto, devido a trajetória da autora e a novas releituras, é hoje considerado um relato pungente sobre o processo de enlouquecimento de uma mulher devido à maneira infantilizada e machista com que era tratada pela família e pela sociedade.

Resenha:

Esse é um conto relativamente curto, que leva o leitor a muitas reflexões.

Apesar de ter sido rotulado inicialmente como um conto de terror, o livro ganhou notoriedade ao ser redescoberto pelo movimento feminista décadas depois.

O livro nos apresenta uma mulher que está sofrendo um esgotamento psicológico após sua gestação, seu marido resolve alugar uma casa antiga em outra cidade, com o intuito de afasta-la de todas as suas preocupações, dando tempo para que ela se recupere.

Mas a história vai ganhando uma densidade estranha, o marido é muito protetor, chega a tratar a esposa como uma criança, cheia de vontades que deve ser direcionada em seus pensamentos e reações.

A mulher perde a sua voz ao longo da narrativa, mesmo nas decisões mais simples, como a escolha do quarto em que vão se instalar.

O papel de parede amarelo e infantil é apenas uma alusão a esse sentimento de sufocamento que o casamento lhe causa, quando ela toma consciência de que passou a tutela do marido, sendo vista como um ser frágil, sem escolhas, que não deve ter nenhuma profissão ou distração, além de cuidar da casa e dos filhos.

Esse conto atemporal, nos faz pensar a respeito da forma como as mulheres foram tratadas ao longo dos anos, principalmente as que sofriam de algum problema psicológico, que hora eram enterradas em manicômios com profissionais despreparados, ou eram convencidas de que estavam imaginando os sintomas que sentiam.

Recomendo a leitura.

Bjos!

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