Resenha: Mrs. Dalloway- Virginia Woolf

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Ficha Técnica: 

Título: Mrs. Dalloway

Autor (a): Virginia Woolf

Editora: Folha de São Paulo

Gênero: Literatura Estrangeira / Romance

Edição: 1º

Páginas: 190

Ano: 2016

Sinopse:

Em Mrs. Dalloway, livro publicado em 1925, Virginia Woolf (1882-1941) emprega algumas das técnicas narrativas às quais deve sua posição de grande renovadora do romance do século XIX, ao lado de Marcel Proust e James Joyce. Não é mera coincidência, aliás, que o romance da escritora inglesa se passe inteiramente num único dia de junho, assim como Ulisses, de Joyce. Esse recurso, que no escritor irlandês confere conotações épicas à vida do homem comum, adquire na narrativa de Virginia Woolf uma incomum densidade psicológica. Do momento em que sua protagonista sai de casa para comprar flores (pois dará uma recepção em casa à noite) até o momento em que acontece a festa, desenham-se paisagens mentais que envolvem questões ou hesitações existenciais de Clarissa Dalloway e das personagens que refletem seus fantasmas amores do passado, homossexualismo, sequelas da guerra, loucura, banalidade cotidiana. São os fantasmas que se materializam ao longo desse dia, tanto no plano da ação romanesca quanto nos fluxos de consciência e na temporalidade cinematográfica (flashbacks e cortes alternando os pontos de vista das personagens), que fazem de Mrs. Dalloway um retrato interior de sua época. Manuel da Costa Pinto Crítico literário e colunista da Folha

Resenha:

Romance escrito em 1925, é considerado um marco de mudança nos romances modernos.

Clarissa Dalloway, é uma mulher decidida que faz parte da elite de Londres. Quando a narrativa começa, ela está se preparando para uma festa que vai dar a noite, onde estarão presentes muitas pessoas importantes, dentre elas o governador.

O livro é escrito na forma de fluxo de consciência que se alterna entre Mrs. Dalloway e  Peter Walsh, um amigo de infância que chegou a pedi-la em casamento e que foi preterido em relação a Richard Dalloway.

Clarissa tenta nos convencer que fez a melhor escolha, uma vez que Peter era imprevisível e acabou tendo uma vida tumultuada, com varias decepções amorosas e profissionais, nunca atingindo o sucesso e nem o prestigio de seu marido.

É interessante a forma como a autora conseguiu transmitir ao leitor os sentimento, sensações, lembranças de cada personagem, assim como a percepção de cada um a respeito dos fatos ocorridos, mostrando que cada história tem mais de uma versão.

A narrativa psicologica da autora, com discursos escritos de forma direta e indireta, prendem a atenção do leitor, mesmo nas descrições mais simples da vida cotidiana, como uma filha que cumprimenta a sua mãe, ou um velho amigo que visita a mulher por quem foi apaixonado um dia.

Vale A leitura.

Bjos!

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