Resenha: O Príncipe da Névoa- Zafón

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Título: O Príncipe da Névoa

Autor: Zafón

Editora: Suma de Letras

Gênero: Literatura Estrangeira

Edição: 1º

Páginas: 184

Ano: 2013

Sinopse:

Em 1943, a família do jovem Max Carver muda para um vilarejo no litoral, por decisão do pai, um relojoeiro e inventor. Porém, a nova casa dos Carver está cercada de mistérios. Atrás do imóvel, Max descobre um jardim abandonado, contendo uma estranha estátua e símbolos desconhecidos.
Os novos moradores se sentem cada vez mais ansiosos: a irmã de Max, Alicia, tem sonhos perturbadores, enquanto ao outra irmã, Irina, ouve vozes que sussurram para ela de um velho armário. Com a ajuda de Roland, um novo amigo, Max também descobre os restos de um barco que afundou há muitos anos, numa terrível tempestade. Todos a bordo morreram na ocasião, menos um homem – um engenheiro que construiu o farol no fim da praia.
Enquanto os adolescentes exploram o naufrágio, investigam os mistérios e vivem um primeiro amor, um diabólico personagem surge na trama. Trata-se do Príncipe da Névoa, um ser capaz de conceder desejos a uma pessoa, ainda que, em troca, cobrasse um preço demasiadamente alto.

Resenha:

Mais uma vez o Zafón conseguiu me encantar com seu livro. Esse é o primeiro volume da trilogia da névoa.

É interessante a forma como esse autor mistura romance, suspense, terror e mistério, em um único livro. Zafón consegue fazer com que os elementos fantásticos se tornem quase palpáveis para o leitor, tipo quando a gente é criança e escuta os adultos contando aqueles casos de mistério que aconteceram com um amigo do amigo do narrador.

Esse livro foi escrito para participar na década de 90, de um concurso de literatura infanto- juvenil do qual saiu vencedor.

Essa história conseguiu me assustar na medida certa, mas ao mesmo tempo eu me encantei com cada personagem, com as pequenas variações que ocorriam em suas personalidades a medida que a história ia se desenrolando.

O autor consegue descrever lugares e sensações com maestria, com uma riqueza de detalhes que nos faz ser facilmente ambientados no contexto descrito. É como se você fizesse parte da trama, vendo tudo de uma certa distância, longe o suficiente para não se machucar, mas perto o suficiente para se envolver.

Max, é um garoto de 13 anos que se muda com a família para uma casa da praia, em uma tentativa de se afastar da guerra que estava acontecendo, só que ao se instalar em sua nova residência, alguns eventos sobrenaturais começam a ocorrer, sendo o primeiro o surgimento de um estranho gato preto, temos também um jardim de estátuas que se mexem e a casa em si foi palco de uma tragédia.

Mas Max consegue fazer amizade com um nativo chamado Roland, cujo avô é o guardião do farol, esse simpático senhor guarda alguns segredos importantes que irão ser revelados.

Zafón termina o livro de uma forma brusca, sem muitos rodeios, o que me deixou com a sensação de que aconteceu algo com o narrador. Infelizmente ou felizmente, eu só descobrirei isso no próximo volume.

Bjos!

 

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