Resenha: O Amante – Marguerite Duras

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Ficha Técnica: 

Título:  O Amante

Autor: Marguerite Duras

Editora: Cosac Naify

Gênero: Literatura Estrangeira

ISBN: 9788575036617

Edição: 1º

Páginas: 112

Ano: 2007

Sinopse:

Considerado o livro mais autobiográfico da escritora, dramaturga e cineasta Marguerite Duras (1914-1996), “O amante”, escrito em 1984, recebeu o Prêmio Goncourt, o mais importante da literatura francesa e se consagrou como sua obra mais célebre. O romance narra um episódio da adolescência de Duras: sua iniciação sexual, aos quinze anos e meio, com um chinês rico de Saigon. Se as personagens e fatos são verídicos, a escrita os transfigura e transcende; não sabemos em que medida a história é verdadeira. Os encontros amorosos são, ao mesmo tempo, intensamente prazerosos e infinitamente tristes; a vida da família contrapõe amor e ódio, miséria material e riqueza afetiva. A presença da mãe, sua desgraça financeira e moral, do irmão mais velho, drogado, cruel e venal, e do irmão mais novo, frágil e oprimido, constituem uma existência predominantemente triste, e por vezes trágica, de onde Duras extrai um esplendor artístico que se reflete em sua própria pessoa – personagem enigmática, quase de ficção. Tem sido dito que ler este livro é como folhear um álbum de fotografias – a narrativa se desenrola em torno de uma série de imagens fascinantes. Esse trabalho primoroso com as imagens também pode ser verificado nos mais de vinte filmes dirigidos por Duras e na possibilidade de seus textos se transformarem em filmes, como o fez Jean-Jacques Annaud com “O amante” em 1991.

Resenha:

O livro é baseado em fatos reais da vida da autora, que conta alguns eventos que ocorrera em sua infância e inicio da juventude, quando ainda residia com sua família na Indochina Francesa (Vietnã).

Ele não é escrito de forma linear e nem está dividido em capítulos, o que torna a leitura  as vezes um pouco confusa.

A autora escreveu esse livro quando estava com 70 anos, e para o leitor fica claro essa experiência que ela teve de trazer a tona determinadas lembranças, que nunca antes haviam sido contadas a ninguém.

A impressão que tive, era como se estivesse compartilhando um segredo obscuro da vida de alguém próximo. E ao mesmo tempo que era solidaria com aquilo que havia sido vivenciado, também era impossível não analisar de uma forma mais critica, aquela família tão desestruturada.

M. Duras, conseguiu romantizar a sua vida, tornando eventos problemáticos em algo poético.

Fica claro que a personagem principal e muito amadurecida para sua idade, talvez pelo fato de ter passado por tantas tragédias, ou quem sabe, essa era a visão que M. Duras tinha ao 70 anos, sendo bem diferente da visão da menina de 15 anos e meio, o que por si só, já abre uma brecha para questionar o quanto daquilo que foi passado, era de fato condizente com a realidade. Mas a verdade é que nunca vamos saber, o que era real, e o que é ficção nessa obra.

Posso no entanto falar para vocês, que nada é capaz de diminuir a experiência literária que terão ao entrar em contato com essa obra.

Além de que, vocês poderão descobrir um pouco mais sobre o país onde ela foi ambientada, os costumes da época, e a forma como as pessoas brancas, privilegiadas ou não economicamente, era tratadas de forma tão diferente dos nativos daquela região.

Bjos!

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