Resenha: O Retrato de Dorian Grey- Oscar Wilde

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Ficha Técnica: 

Título: O Retrato de Dorian Grey

Autor: Oscar Wilde

Editora: Companhia das Letras

Gênero: Literatura Estrangeira 

ISBN: 9788563560438

Edição: 1º

Páginas: 264

Ano: 2012

Sinopse:

Em 1891, quando foi publicado em sua versão final, O Retrato de Dorian Gray foi recebido com escândalo, e provocou um intenso debate sobre o papel da arte em relação à moralidade. Alguns anos mais tarde, o livro foi inclusive usado contra o próprio autor em processos judiciais, como evidência de que ele possuía “uma certa tendência” no caso, a homossexualidade, motivo pelo qual acabou condenado a dois anos de prisão por atentado ao pudor.
Mais de cem anos depois, porém, o único romance de Oscar Wilde continua sendo lido e debatido no mundo inteiro, e por questões que vão muito além do moralismo do fim do período vitoriano na Inglaterra, definida por um dos personagens do livro como “a terra natal da hipocrisia”.
Seu tema central um personagem que leva uma vida dupla, mantendo uma aparência de virtude enquanto se entrega ao hedonismo mais extremado tem apelo atemporal e universal, e sua trama se vale de alguns dos traços que notabilizaram a melhor literatura de sua época, como a presença de elementos fantásticos e de grandes reflexões filosóficas, além do senso de humor sagaz e do sarcasmo implacável característicos de Wilde.

Resenha:

O Retrato de Dorian Gray, é aquele tipo de livro que deixa o leitor apreensivo do inicio ao fim. Devo confessar que logo no inicio tive dificuldade com a leitura, um pouco arrastada, para o meu gosto. Mas a medida que o personagem era desenvolvido, e seu lado psicológico trabalhado, não consegui mais largar o livro.

Dorian é aquele rapaz belo e fútil, que ainda não viveu nada, mas que acha que conhece o mundo. O fato de ter uma beleza fora da média, faz com que o personagem seja paparicado e adorado por seus pares durante toda a obra, o que é claro, estragou o garoto.

Ele passa a acreditar que sem a sua beleza e juventude, ele não teria nenhum bom motivo para viver. Decidindo tirar a própria vida quando estas lhe faltassem.

Ele se ver em estado de inquietação ao ser posto diante de ideias novas, que lhe fizeram pensar em algo além do que estava presente em seu mundinho. Isso fez com que o personagem se alterasse de tal forma, que era quase impossível reconhece-lo ao final do livro.

O interessante, foi observar como a degradação humana se instaura, como a pessoa passa a ser destruída em decorrência de suas escolhas, mais principalmente como ela destrói todos que estão a seu redor, as pessoas que a amam sofrem, algumas não aguentam mais a aproximação com aquele ser que antes era tão adorado, outras o acompanham nessa jornada sem volta e se perdem pelo caminho.

Mesmo ao tentar voltar, o arrependimento parece falso, insuficiente diante de algumas escolhas que foram feitas. Não se pode viver em paz, se não houver consequências para os nossos pecados, a impunidade em si, e capaz de enlouquecer qualquer um que foi criado com valores e até determinado ponto seguindo os preceitos sociais aceitáveis a sua época.

Esse livro, trata de escolhas e consequência, e como não podemos fugir delas para sempre. O mal que praticamos, acaba por nos alcançar, mais cedo ou mais tarde.

Bjos!

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