Resenha: O Processo- Franz Kafka

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Ficha Técnica: 

Título: O Processo

Autor: Franz Kafka

Editora: Companhia das Letras

Gênero: Literatura Estrangeira

ISBN: 8535907432

Edição: 1º

Páginas: 272

Ano: 2005

Sinopse:

A história de Josef K. atravessa os anos sem perder nada do seu vigor. Ao contrário, a banalização da violência irracional no século XX acrescentou a ela o fascínio dos romances realistas. Na sua luta para descobrir por que o acusam, por quem é acusado e que lei ampara a acusação, K. defronta permanentemente com a impossibilidade de escolher um caminho que lhe pareça sensato ou lógico, pois o processo de que é vítima segue leis próprias: as leis do arbítrio.

Resenha:

Franz Kafka, nos apresenta a história de Josef K, uma banqueiro pacato que em determinado dia ao acordar se ver envolto em um processo judicial em que figura como acusado. Um, dentre vários problema, é o fato dele nem ao menos descobrir de que está sendo acusado.

O livro permaneceu inacabado, sendo editado e publicado por  Max Brod (amigo do autor), após o falecimento de Kafka.

O livro é intenso, tem uma escrita cansativa, que deixa o leitor muitas vezes tentado a abandona-lo. Fiquei inclusive com a sensação de que quanto mais eu lia, mas confusa a obra se tornava aos meus olhos.

Em nenhum momento é explicado ao personagem principal, o que realmente é a justiça, onde ela atua, quem são seus funcionários e como ele pode se defender de forma satisfatória.

As obras de Kafka, são marcadas por efeitos surreais, mas essa em particular, muitas vezes se torna indigesta. A situação toda de K, é tão absurda, que acaba tornando a leitura difícil.

O mais fantástico da obra é que o autor primeiro escreveu o seu final. Onde K, acaba por ser executado, sem nem ao menos descobri o motivo. Mas durante toda a leitura, podemos observar a veemência com que K, defende a sua inocência. Porem, como podemos encontrar no próprio escrito “inocente de quê?”. De que crime, podemos nos considerar inocentes afinal?

Em muitos posto, o trecho acima faz o leitor refletir. Afinal de contas, dependendo de quem seja o acusador, pode-se achar diversas desculpas para se acusar, julgar e condenar uma pessoa, sem que ela nem ao menos se dê conta do mal que praticou contra esse individuo em particular. Ninguém é de fato de todo inocente e nem ao menos de todo culpado. Tudo na vida é relativo. O que nos garante a liberdade enfim são as leis e ritos sociais estabelecidos.

Mas podemos ver, que mesmo as leis já foram por diversas vezes desvirtuados, em prol de uma causa, muitas vezes injusta. Ex.: Caça as bruxas, nazismo, ditaduras…

Bjos!

 

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