Resenha: Frankenstein- Mary Shelley

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Ficha Técnica: 

Título: Frankenstein

Autor: Mary Shelley

Editora: Darkside Books

Gênero: Literatura Estrangeira/ Terror

ISBN: 9788594540188

Edição: 1º

Páginas: 304

Ano: 2017

Sinopse:

Duzentos anos após sua criação, Frankenstein continua vivo – e mais atual do que nunca.
Conheça a história original, com toda a sensibilidade e o terror que o cinema nunca conseguiu mostrar. Um cientista obcecado que desafia as leis da natureza e põe em risco a vida daqueles que ama. Uma criatura quase humana que deseja ser um de nós, mas só encontra medo, ódio e morte pelo caminho.
A obra-prima de Mary Shelley que deu origem ao terror moderno está de volta, numa edição monstruosa como só a DarkSide® Books poderia lançar: capa dura, tradução primorosa, ilustrações inéditas do artista brasileiro Pedro Franz, além de quatro contos extras que versam sobre o mesmo tema do romance. Impresso em duas cores: preto e sangue.
Um livro que todos deveriam ler e reler ao longo da vida. A edição definitiva para se guardar para sempre.

Resenha:

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Frankenstein é um romance de terror gótico, sendo a principal obra da autora Mary Shelley. Esse livro foi concebido durante uma noite de divertimento entre a autora e mais três amigos seus, entre eles, seu marido, sua meia irmã e Bayron, eles acabaram por fazer uma aposta, que resultou neste livro e mais duas obras inacabadas.

A romance relata a vida de Victor Frankenstein, homem de condição abastada, que sai da casa de seu pai para estudar ciências naturais, e durante o seu período de aprendizado acaba por dar vida a um monstro, que passou a renegar logo após a conclusão do experimento.

A obra nos faz refletir sobre as consequências que podem advir de se bancar Deus, criando vida a partir do nada. Como se deveria agir com um ser inigualável, sem histórico, inicialmente puro, apesar de sua deformidade física, que não se equiparia com os padrões de beleza admirados na época.

Durante todo livro, há o embate entre Frankenstein e seu monstro. Quem era realmente o monstro  aqui? O homem que não respeitou os limites sociais, por pura curiosidade e ego exacerbado, não conseguindo depois amar e cuidar do fruto de sua criação, passando a odiá-la, pelo simples fato de que não era agradável ao seus olhos. Nesse ponto o leitor se pergunta, ele não tinha consciência da deformidade física do ser que criou, antes mesmo de dar vida a ele? Como então, esse fato passou subitamente a desagrada-lo tanto?

Por outro lado temos o monstro, sem nome, o que o torna desprovido da qualidade de ser humano, ou mesmo um ser que tenha importância o suficiente para ser qualificado. Esse monstro apesar de seu desagradável aspecto físico, era puro, como uma criança, disposto a aprender, para isso só precisaria da boa vontade de seu criador. Apesar de não obtê-la, ele tentou adquirir conhecimento e aprovação sozinho, praticando o bem, na medida que surgia oportunidades.

Frankestein-1

Me parece que a autora, tentou fazer uma critica social, a uma população que se dizia honrada e justa, mas que vivia apenas de aparência e títulos. Não importava o bem que se pratica, se o ser não fosse suficientemente belo para causar compaixão. Isso fica claro, não apenas na reação das pessoas que cruzam o caminho do monstro, mas também com os moradores da cabana onde ele se esconde. Apesar de viverem uma vida mais confortável, por causa da ajuda prestada de forma anonima pelo monstro, e do fato deles próprios terem perdido tudo em decorrência da ganância de seus pares, eles nem por um momento foram mais caridosos do que os que anteriormente lhe fizeram  mal.

Victor Frankenstein, tenta adquirir nossa simpatia, se mostrando um homem atormentado pela culpa e perseguido por sua criação. Mas ele teve oportunidade de mudar o seu destino e não o fez, por puro preconceito. Seu destino, nada mais era do que a consequência de seus atos, que ele fez por merecer, não sendo portanto digno de nenhuma pena.

A Drarkside caprichou nessa edição, cada detalhe causa uma sensação de prazer ao leitor. O livro também vem recheado de imagens, que nos faz visualizar com mais nitidez o horror que a obra tenta nos trasmitir.

Nessa edição, ainda contamos com 5 contos da autora, todos tratando sobre o tema da imortalidade e suas consequências, quase sempre nefastas. O conto que mais me agradou foi “O imortal mortal” , onde temos um homem que acabou ingerindo por engano uma porção da imortalidade, e teve que sofrer ao ver seus familiares partirem, sem que ele mesmo tivesse a oportunidade de fazer o mesmo, ele se tornou mero espectador da degradação humana, e da inveja que a sua condição causava, além do terror, dos que não conseguiam entender.

Bjos!

 

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