Resenha: Gabriela, Cravo e Canela- Jorge Amado

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Ficha Técnica: 

Título: Gabriela, Cravo e Canela

Autor: Jorge Amado

Editora: Companhia das Letras

Gênero: Literatura Brasileira-Romances

ISBN: 9788535920987

Edição: 1º

Páginas: 336

Ano: 2012

Sinopse:

O romance entre o sírio Nacib e a mulata Gabriela, um dos mais sedutores personagens femininos criados por Jorge Amado, tem como pano de fundo, em meados dos anos 1920, a luta pela modernização de Ilhéus, em desenvolvimento graças às exportações do cacau. Com sua sensualidade inocente, Gabriela não apenas conquista o coração de Nacib como também seduz um sem-número de homens ilheenses, colocando em xeque a lei que exigia que a desonra do adultério feminino fosse lavada com sangue. Publicado em 1958, o livro logo se tornou um sucesso mundial. Na televisão, a história se transformou numa das novelas brasileiras mais aclamadas mundo afora.

Resenha:

Esse livro estava em uma das minhas metas de leitura para este ano. Inicialmente eu pensei que não iria gostar da leitura, que grande engano, Jorge Amado, dá um show na escrita, com um enredo cheio de intrigas e conspirações política.

Na época que a minissérie foi apresentada, eu acompanhei por um tempo, mas logo perdi o interesse. O mesmo não aconteceu com o livro. Eu simplesmente não consegui largar, e mesmo após o fim da leitura, fiquei com aquela ressaca gostosa que a gente sente após ler uma história que mexe com a nossa imaginação.

Gabriela é uma retirante, que perde o seu único parente na caminhada que faz para Ilhéus, fugindo da seca. Ela é contratada pelo árabe Nacib, dono de um bar, que perdeu sua cozinheira.

Logo nas primeiras páginas temos uma sub-trama em que o coronel Jesuíno mata a sua esposa e o amante, mostrando que a lei dessa terra é diferente da dos demais locais civilizados. Ali, a honra é vingada com a morte do ofensor. Isso é importante, porquê ao se ver na mesma situação, Nacib toma outra atitude, que vai contra a lei estabelecida, criando assim uma nova forma de se lidar com o ocorrido.

Gabriela, é faceira, boa dona de casa, trabalhadora, com um espirito livro, ela faz o que quer, o que lhe dá prazer, e não consegue entender que faz algo por conveniência, só para não ser mal visto pela sociedade.

Como o próprio autor descreveu, ela é a flor que mucha ao ser posta em um jarro e não posse ser explicada, pois ao faze-lo estariam por diminui-la.

Não tem como não gostar de Gabriela e Nacib, eles são uma casal fora dos padrões convencionais, e por  isso mesmo dão certo.

Jorge Amado fez um trabalho maravilhoso na construção de seus personagens, mesmo os com menor destaque, passam uma verdade, que é impossível o leitor não sentir empatia por algum de seus aspectos.

A escrita de Jorge Amado me encantou, estou ansiosa para ler mais coisas escrita por esse autor maravilhoso.

Bjos!

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