Filme: A Bela e A Fera

Olá, pessoal!

O Utopia Literária foi assistir A Bela e a Fera e eu vim aqui compartilhar com vocês minhas impressões e opiniões sobre o filme! A análise que você está prestes a ler vai além da versão live action e passa a incluir a versão clássica também, já que abordam os mesmos assuntos.

Se você ainda não assistiu, pode ler a nossa resenha  sem medo! Não vou estragar sua experiência no cinema, embora a história seja nossa conhecida de infância! Aqui não tem spoilers.

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Ficha técnica

Título original: Beauty and the Beast

Direção: Bill Condon

Elenco: Emma Watson, Dan Stevens, Luke Evans mais
Gêneros: Fantasia, Romance, Musical
Nacionalidade: EUA

Produção: Walt Disney Pictures

Duração: 134min (2D e 3D)

 

 

 

 

 

 

Sinopse:

Adaptação live-action da clássica história de A Bela e a Fera (1991 – Disney).

Bela (Emma Watson) mora em um vilarejo no interior da França e possui características e sonhos avançados para sua época. Seu pai Maurice (Kevin Kline) é inventor e, por vezes, alvo das chacotas do vilarejo. Gaston (Luke Evans), o homem mais cobiçado do vilarejo, tenta conquistar Bela e se casar com ela, contando com a ajuda de seu amigo inseparável LeFou (Josh Gad). A vida de Bela muda completamente quando ela fica no lugar do pai como prisioneira de uma Fera (Dan Stevens) dentro de um castelo mágico e repleto de segredos.

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Vinte e três anos atrás, A Bela e a Fera chegava às telonas a partir do sucesso da Broadway. Agora o estúdio traz uma nova visão de luxo para este clássico, com um filme primorosamente trabalhado, com diversos aspectos arrebatadores, e que trás à tona a nostalgia e nos lembrar que às vezes, o velho pode ser novo e surpreendente.

A versão procurou ser bem fiel à história clássica – em desenho – da Disney, além de acrescentar informações a respeito do passado da Bela e da Fera, novas músicas e mais detalhes das personalidades dos personagens. Na minha opinião, todos esses fatores enriqueceram o filme, que impressiona com a riqueza de detalhes, efeitos especiais, trilha sonora, dentre tantos outros aspectos técnicos que envolvem a maestria e beleza da sétima arte.

 

Sou bem suspeita pra falar sobre este clássico, pois foi esta história quem me tornou apaixonada por livros e leitora voraz de hoje. É o meu “conto de fadas” favorito. A Bela representa, para mim, o real significado do “empoderamento feminino”. Ela é vista pelas pessoas do vilarejo como uma garota sonhadora, boba e belíssima. Só que tem um detalhe: ela não é apenas amável e bela, ela também é inteligente, destemida, não leva desaforo pra casa e não permite que a opinião negativa das outras pessoas afete sua vida, defendendo seus ideais até o fim, o que a torna um excelente exemplo de empoderamento feminino já na década de 90, na animação, e que ficou ainda mais evidente nessa última versão.

Bela não espera as coisas simplesmente acontecerem. Ela quer e busca o diferente, o distante. Ela almeja sair da pequena vila, viver aventuras, descobrir o mundo e novas pessoas, sair da sua zona de conforto! Algo que para muitos de nós é extremamente difícil e é evitado a todo custo.

 

Luke Evans consegue incorporar muito bem o personagem Gaston, ficando idêntico ao apresentado na animação, com sua voz grossa, postura de galã e, claro, sempre atrás da Bela. Seu amigo LeFou (Josh Gad) rouba a cena diversas vezes, dando o alívio cômico para momentos muito bons do longa.

Quando você assiste o novo A Bela e a Fera, você está em um universo escuro e tempestuoso. O design visual, especialmente no majestoso castelo, é sombrio e tenebroso (me fez lembrar um pouco dos filmes do Tim Burton). Remete à ideia de que ali não é um bom lugar para se estar. Alguma coisa está errada. É quase um aviso de “corra! Fuja daqui!”.

Os efeitos especiais e os detalhes das personagens são incríveis!

O filme orbita na temática de julgar as pessoas e coisas pela aparência. De início já temos o exemplo do Príncipe julgando pela aparência a andarilha que lhe pede asilo e essa “moral da história” chega pessoalmente até os nosso próprios sentimentos em relação à história e os pré julgamentos que já praticamos.

De todos os exemplos de “pré julgamento” que são apresentados pela trama, o que mais me tocou foi a cena onde a Madame Samovar contesta a Fera quando ele acusa Bela de ser digna de desprezo já que seu pai roubou uma rosa e ela diz: “não se pode julgar alguém pelo o que seus pais são ou fazem”.

A Bela, durante sua estadia no Palácio, descobre um mundo que nunca sonhou existir e amplia seus sonhos.
A Fera, por sua vez, redescobre sua humanidade e entende que o que importa é quem somos por dentro. Que a aparência não é tudo.

Enfim, o filme é encantador, repleto de reflexões sobre quem somos, quem podemos ser e quem queremos ser. Eu poderia falar infinitamente sobre esse filme. hahaha

A qualidade técnica é impecável, a história é maravilhosa, o elenco nem preciso mencionar nada de tão incrível que é.

Eu amei A Bela e a Fera (versão live-action)! Está mais que recomendando! Um excelente filme para a família toda que vai encantar e aflorar os sentimentos de adultos e crianças. Então, vá assistir essa joia do cinema e volta aqui pra gente discutir sobre o que você achou do filme e sobre as reflexões que tiveram.

Até a próxima, leitores!

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