Resenha: Madame Bovary- Gustave Flaubert

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Ficha Técnica: 

Título:Madame Bovary

Autor: Gustave Flaubert

Editora: L&PM

ISBN: 8525412759

Gênero: Literatura Estrangeira

Edição: 1º

Páginas:392

Ano: 2003

Sinopse:

Considerado por muitos críticos e estudiosos como a maior realização do romance ocidental, Madame Bovary trata da desesperança e do desespero de uma mulher que, sonhadora, se vê presa em um casamento insípido, com um marido de personalidade fraca, em uma cidade do interior. Publicado originalmente em capítulos de jornal, em 1856, o romance mostra o crescente declínio da vida – interna e externa – de Emma Bovary, que figura na literatura ocidental no mesmo degrau que Dom Quixote, o personagem de Cervantes. Ambos não se conformam com a realidade em que vivem e tanto o cavaleiro da triste figura quanto a desolada dona-de-casa oscilam entre o status de herói e de anti-herói.

Resenha:

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Livro que consagrou Gustave Flaubert, como o pioneiro dos romances em estilo realista. Sua obra foi de tal importância que acabou sendo utilizada como base de estudo na área da psicologia, tendo inclusive inspirado o termo bovarismo que os psicólogos utilizam para se referir a mulheres que fogem da realidade e vivem em um estado de constante insatisfação.

Emma é uma garota aparentemente simples, educada em colégio de freiras após a morte de sua mãe. Seu pai lhe arranja um bom casamento com um médico de província, homem bom, honrado e trabalhador, porém de acordo com o pensamento de Emma ele era acomodado em relação a sua situação social, não possuindo qualquer ambição.

Emma passa a se endividar, comprando vários objetos desnecessários com o único intuito de aparentar ter uma condição que não possuía de fato. O problema é que ela faz tudo isso com um crédito que o vendedor lhe deu, sem nunca se preocupar em pagar, acarretando em uma dívida de valor astronômico.

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Emma é uma mulher bonita, que chama atenção. Logo ela recebe algumas propostas indecorosas e como ela sempre está insatisfeita com sua vida, acaba por ceder a elas, traindo o seu marido constantemente, ao ponto de passar a ser mal vista pelas mulheres do vilarejo e da cidade vizinha.

Com a abordagem do tema adultério de forma tão escancarada, o autor acaba fazendo uma critica social a burguesia da época que vivia apenas de aparência.

A igreja também é retratada de uma forma critica, com um padre impaciente que é rígido demais com as crianças que está catequizando e  que virou as costa para Emma quando ela pecou e não tinha nenhuma oferta em dinheiro para fazer a igreja, chegando a ser expulsa da igreja ( espaço físico).

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Charles por outro lado é um homem apaixonado pela esposa e pela profissão, tão feliz em sua situação que chega a beirar a estupidez, não enxergando nada que Emma faz de errado.

Fica claro que apesar do nascimento da filha, da vida estável, do marido amoroso, Emma só se sente parcialmente feliz quando está nos braços de seus amantes, mesmo essa felicidade é ilusória e passageira. Ela acaba sempre sendo abandonada pelos homens que inicialmente mostraram interesse em conquista-la, é como se a sua insatisfação se tornasse mais clara para eles, até pelo fato deles compartilharem de sua falta de caráter.

O final do livro é trágico, porém não poderíamos esperar nada diferente.

Bjos!

 

 

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