Resenha: Laranja Mecânica- Anthony Burgess

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Ficha Técnica: 

Título: Laranja Mecânica

Autor: Anthony Burgess

Editora: Aleph

Gênero: Literatura Estrangeira

ISBN: 8576570033

Edição: 1º

Páginas: 224

Ano: 2004

Sinopse:

Publicado pela primeira vez em 1962, e imortalizado 9 anos depois pelo filme de Stanley Kubrick, Laranja Mecânica – Edição Especial 50 Anos não só está entre os clássicos eternos da ficção como representa um marco na cultura pop do século XX.
Meio século depois, a perturbadora história de Alex – membro de uma gangue de adolescentes que é capturado pelo Estado e submetido a uma terapia de condicionamento social – continua fascinando, e desconcertando, leitores mundo afora.

Resenha:

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Laranja Mecânica nos traz uma sociedade inglesa ficcional  opressiva, baseada no controle excessivo com o intuito aparente de buscar o bem comum.

Nessa distopia, o mundo está a beira de um colapso, os adolescentes estão vivenciando um surto de violência , onde eles se dividem em pequenas gangues que se enfrentam diariamente, além é claro de cometerem inicialmente pequenos delitos que se intensificam a medida que a obra avança.

Para alguns o livro tem um desenrolar confuso, de difícil entendimento, isso se dá devido ao acumulo de gírias e a uma linguagem própria criada pelo autor. Muitos tentaram usar esse artificio antes e depois de Anthony Burgess, porém se obter o mesmo grau de exito que este.

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O ponto que achei mais interessante desse livro, foi que o mesmo foi baseado em um acontecimento real. A primeira esposa do autor foi violentada por quatro soldados, fazendo com que esse nutrisse um sentimento de revolta e uma necessidade de denunciar a barbaridade de tal acontecimento.

O autor narra o livro em primeira pessoa, na figura de seu personagem principal o adolescente líder de uma gangue e anti-herói da história Alex. O garoto comete vários crimes até o ponto em que ele e seus comparsas invadem a residencia de um casal, violentando a mulher que acaba vindo a óbito. Desta forma Alex é capturado e exposto a uma experiência do governo chamada de “Tratamento Ludovico”, que tem por objetivo impedir que determinados impulsos agressivos se manifestem em um determinado grupo de pessoas.

O tratamento mostra-se desumano, pautado na aplicação de substancias químicas que provocam reações físicas agressivas nas pessoas que o ingerem, se essas enveredarem por uma determinada linha de pensamento ou atitudes, no caso de Alex qualquer pensamento violento. Para isso o garoto também foi privado de algo que gostava, no caso dele a música clássica de  Ludwig van Beethoven, que passou a ser o gatinho das reações físicas.

Reabilitado Alex e reinserido na sociedade, mas essa já não tem um lugar, seus pais alugaram seu quarto para um jovem trabalhador que eles passaram a ver como filho, seus amigos agora fazem parte de uma policia agressiva, um se regenerou e casou. Enfim ele não tem para onde ir, acaba sendo vítima de seus antigos amigos que o espancam e abandonam em um terreno ermo.

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Alex acaba recebendo auxílio de uma de suas antigas vítimas, o homem o ajuda até descobrir que ele foi o responsável pela morte de sua esposa. Assim ele passa a sofrer na mão de um grupo de amigos jornalistas desse homem, que querem mostrar que o experimento do governo foi um fracasso.

O autor dividiu o livro em 3 partes: Na primeira temos a exposição do mundo em que Alex estava inserido, além da forma que esse pensava e os crimes por ele cometido. Em seguida vem a prisão e o tratamento, exposto de forma pormenorizada. Por fim temos a libertação de Alex e a reinserção desse a sociedade.

O autor alegou ter dividido o livro em três partes, cada qual contendo 7 capítulos, com o intuito premeditado de atingir o numero 21, pois a idade de 21 anos é vista como o momento que o homem atinge a maior idade civil e a maturidade emocional, tendo seu caráter totalmente constituído.

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Pode-se discutir se a maturidade atingida por Alex no final do livro se deu em decorrência do tratamento em si, ou do simples fato de que esse foi retirado do convívio de seus pares, tendo assim tempo para refletir sobre os atos cometidos, chegando a conclusão de que os mesmos era inadequados.

Esse livro traz uma série de reflexões a respeito das escolhas que fazemos, da liberdade em si e como por piores que sejam nossas escolhas elas nos pertencem, não devendo portanto nos ser retirado o poder de escolha por nada e nem ninguém, já que esse nos foi dado por Deus. Mas podemos sim sofrer as consequências pelos atos praticados, inclusive sofrendo privações físicas na nossa liberdade de ir e vir (prisão), desde que essa nos ofereça condições adequadas de ressocialização e respeite os nossos direitos como seres humanos.

Bjos!

 

 

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