Resenha:O Doador de Memórias- Lois Lowry

 

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Ficha Técnica: 

Título: O Doador de memórias

Autor: Lois Lowry

Tradução: Lya Luft

Editora: Arqueiro

Gênero: Literatura Estrangeira – Romances 

ISBN: 9788580412994

Edição: 1º

Páginas: 224

Ano: 2014

Sinopse:

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Em O Doador de Memórias, a premiada autora Lois Lowry constrói um mundo aparentemente ideal onde não existem dor, desigualdade, guerra nem qualquer tipo de conflito. Por outro lado, também não há amor, desejo ou alegria genuína.

Os habitantes de uma pequena comunidade, satisfeitos com a vida ordenada, pacata e estável que levam, conhecem apenas o presente – o passado e todas as lembranças do antigo mundo lhes foram apagados da mente.
Um único indivíduo é encarregado de ser o guardião dessas memórias, com o objetivo de proteger o povo do sofrimento e, ao mesmo tempo, ter a sabedoria necessária para orientar os dirigentes da sociedade em momentos difíceis.

Aos 12 anos, idade em que toda criança é designada à profissão que irá seguir, Jonas recebe a honra de se tornar o próximo guardião. Ele é avisado de que precisará passar por um treinamento difícil, que exigirá coragem, disciplina e muita força, mas não faz ideia de que seu mundo nunca mais será o mesmo. Orientado pelo velho Doador, Jonas descobre pouco a pouco o universo extraordinário que lhe fora roubado. Como uma névoa que vai se dissipando, a terrível realidade por trás daquela utopia começa a se revelar.

Resenha:

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Jonas é um jovem incomum que vive em um mundo utópico, onde não há dor, tristeza, sofrimento, desigualdade social, culpa mas também não há amor, esperança, alegria genuína. Nesse mundo existem sentimentos, mas as emoções que são descritas como mais profundas, são retiradas dos habitantes através de injeções diárias.

Apesar disso Jonas sente empatia, consegue algumas vezes ver cores ( o mundo em que ele está inserido é visto em preto e branco), ele é curioso, intenso, distraído e acima de tudo observador.

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O personagem completou 12 anos, nessa idade os jovens ganhavam as suas  designações, ou seja, lhe são atribuídas uma função que eles tem exercer por toda a vida, sem nunca questionar a escolha feita. Essa função seria revelada em uma cerimonia, onde os velhos eram aposentados (descartados), os bebês eram entregues as famílias que iriam cuidar deles, as crianças de 6 anos recebiam bicicletas (símbolo de independência) e os jovens de 12 anos descobririam sua profissão.

Jonas descobre que recebeu uma atribuição única, ele seria o recebedor de memórias. Passando a ter o conhecimento do passado( os demais personagens tinham essa capacidade apagada) não conseguindo compreender assim as alterações ocorridas no personagem. Ele foi amadurecendo a medida que seu treinamento evoluía.

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É interessante observar o sentimento de solidão crescente no personagem, ele tenta compartilhar seu treinamento e não consegue. Passa então a se dar conta que somente ele e o doador de memórias (ancião que o antecedeu na função) são privilegiados, possuindo todas aquelas sensações, sentimento, cores, lembranças e experiências passadas, mas também amaldiçoados com o fardo do conhecimento, do que foi retirado dos demais. Além é claro do conhecimento da dor, frustração, maldade humana, consciência que o descarte dos humanos inadequados feito na comunidade era na verdade homicídio.

O livro faz parte de uma quadrilogia, teve um filme lançado a um ano. Tive oportunidade de o assistir e observei varias alterações feitas: a idade dos personagens foi alterada (descaracterizando ou atenuando o fardo de Jonas); as memorias são transmitidas pela mão no filme e no livro é feita pela costa; a semelhança entre jonas e Gabriel ( bebê resgatado) passa a ser um mancha e não os olhos azuis que o livro descreve, também foi inserido um romance que não existe no livro, foram alteradas as atribuições dos amigos de Jonas e o destino do personagem foi alterado, em vez de dar opção aos demais membros da comunidade (poder de escolha real)  sua jornada virou uma corrida contra o tempo na tentativa de salvar a vida de seu grande amor.

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Não consegui gostar do filme como gostei do livro, achei mais interessante a experiência da leitura, mais enriquecedora a medida que ia imaginando essa sociedade,os altos padrões impostos, a monotonia.

O que me incomodou um pouco foi o final, não consegui entender o que aconteceu com Jonas. Não sei se ele morreu e suas lembranças voltaram para a comunidade libertando a todos ou se ele realmente encontrou a casa no fim do caminho e teve inicio assim uma nova etapa em sua vida. O jeito é ler o próximo volume.

Até lá, eu desejo a todos uma ótima leitura!

Bjos!

 

 

 

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