Resenha: Crime e Castigo- Fiodor M. Dostoievski

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Ficha Técnica: 

Título: Crime e Castigo

Autor: Fiodor M. Dostoievski

Editora: Martin Claret – Bb

Gênero: Literatura Estrangeira/ Romance 

ISBN: 8572325417

Páginas555

Edição: 1º

Ano: 2002

Sinopse:

A influência de Dostoiévski sobre toda a literatura universal do século XX foi avassaladora. O romance ´Crime e Castigo´ (1866) foi acolhido com grande expectativa por uma legião de leitores fascinados com o destino de Raskólnikov, estudante e homicida perseguido pela memória de seu crime. Raskólnikov, paupérrimo, resolve matar uma miserável e inútil usurária, para salvar a si próprio e a sua família; comete o crime, mas logo se vê obrigado a assassinar outra pessoa, inocente, e sai sem ter roubado nada; as dúvidas o devoram, seu duelo de conversas com o comissário de polícia destrói-lhe os nervos e, por fim, confessa o crime a uma prostituta que lhe mostra o caminho do arrependimento e do Evangelho. Dostoiévsky identifica o problemas central dos limites da liberdade da ação humana, mas também sugere as possibilidades de redenção pelo crime. A partir de dados reais, o autor construiu uma parábola da culpa e da punição.

Resenha:

2

Clássico da literatura russa, escrito em 1866 por Fiodor M. Dostoievski. Esse livro transita de forma majestosa entre os preceitos religiosos da antiguidade, em que prevalecia a ideia de que o sofrimento e a auto punição, livrava o homem do peso de seus pecados. Também aborda o tema do existencialismo, da visão que o  homem tem de si mesmo, do seu valor e da ideia do que pode ou não ser praticado por um homem honrado em uma sociedade civilizada que tem seus fundamentos baseados em regras e normas bem estabelecidas.

O livro nos traz a figura de Raskólnikov, homem jovem, ex-estudante de direito, bom filho. Esse homem ao se ver em uma situação financeira difícil, abandona seus estudos, se ver em vias de ser despejado, passa a sobreviver com uma alimentação precária, quando tem. Para piorar a situação ele recebe uma carta de sua mãe, que lhe conta um episódio vexatório em que sua irmã foi envolvida, tendo  essa sofrido perseguição, assédio moral, difamação, caindo assim na boca do povo.

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Ele resolve então cometer um crime, assassina um velha mulher com quem já penhorou alguns objetos, essa é descrita em boa parte da obra como uma pulga, um ser inferior que não faria falta a ninguém, pelo contrário. Só que logo após cometer o primeiro crime, ele se ver obrigada a cometer um segundo assassinato, desta vez a vítima foi a irmã da primeira, sendo essa uma mulher boa, trabalhadora, honesta e subjugada pela primeira.

Raskólnikov, acaba por roubar alguns objetos, mas não faz uso destes para melhorar sua situação financeira, pelo contrário ele os enterra e passa a sentir verdadeira aversão pela ideia de os utilizar.

Assim a trama se desenvolve, o personagem principal cai em um estado deplorável, tem reações físicas fortíssimas em decorrência da culpa que o corroí. Ele passa a se ver perseguido, vigiado, analisado, porém isso só acontece em parte, quem o atormenta verdadeiramente é a sua consciência.

Raskólnikov, tenta justificar seu crime, baseado em sua inteligência superior, que por estar acima da média ele tem o direito natural de se utilizar dos meios necessários para atingir a sua acensão, mesmo que para isso precise sujar as mãos de sangue.

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É importante frisar o drama psicológico do personagem, seus pensamentos e atos se contradizem  a todo o momento. Ele chega a beira da loucura, pensa em suicídio mas logo descarta a ideia, assim como a de se entregar.

Em meio a esse caos ele conhece Sônia, filha de um ex funcionário público. Quando este homem morte de forma prematura, Raskólnikov doa uma boa quantia em dinheiro a garota, na realidade ele se desfaz de tudo o que tinha em seu poder. Dessa forma fica claro o intento inconsciente de se redimir. Sônia passa a fazer parte da vida do personagem, se apaixona por esse é o convence a se entregar e posteriormente a se redimir. Utilizando do evangelho, mas principalmente do seu amor resignado.

Deve-se observar que a polícia investigou o Raskólvikov, mas não tinha qualquer prova para fundamentar suas suspeitas. Foram presos pelo crime, dois outros personagens. Logo ele poderia ter saído ileso, ter mantido sua vida, ter desfrutado da companhia de sua mãe, irmã, amigos e de Sônia.

A única coisa com que ele teria que aprender a lidar era com a sua consciência, porém isso se mostrou mais difícil do que ele imaginava. Os ensinamentos religiosos que seu pai lhe passou, estavam arraigados em sua alma.Ele teve que aceitar sua punição, se conformar com sua situação, para assim ter a oportunidade de sonhar em ter um futuro.

Bjos!

 

 

 

 

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