Resenha: Fahrenheit 451 -Ray Bradbury

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Ficha Técnica: 

Título: Fahrenheit 451

Autor: Ray Bradbury

Editora: Biblioteca Azul

Gênero: Ciencias Sociais,História E Geografia,Literatura Estrangeira

ISBN: 9788525052247

Edição: 1º

Páginas: 215

Ano: 2012

Sinopse:

Escrito após o término da Segunda Guerra Mundial, em 1953, Fahrenheit, 451 de Ray Bradubury, revolucionou a literatura com um texto que condena não só a opressão anti-intelectual nazista, mas principalmente o cenário dos anos 1950, revelando sua apreensão numa sociedade opressiva e comandada pelo autoritarismo do mundo pós-guerra.
A singularidade da obra de Bradbury, se comparada a outras distopias, como Admirável Mundo Novo, de Aldous Huxley, ou 1984, de George Orwell, é perceber uma forma muito mais sutil de totalitarismo, uma que não se liga somente aos regimes que tomaram conta da Europa em meados do século passado. Trata-se da ¿indústria cultural, a sociedade de consumo e seu corolário ético – a moral do senso comum¿, segundo as palavras do jornalista Manuel da Costa Pinto, que assina o prefácio da obra. Graças a esta percepção, Fahrenheit 451continua uma narrativa atual, alvo de estudos e reflexões constantes.
O livro descreve um governo totalitário, num futuro incerto, mas próximo, que proíbe qualquer livro ou tipo de leitura, prevendo que o povo possa ficar instruído e se rebelar contra ostatus quo. Tudo é controlado e as pessoas só têm conhecimento dos fatos por aparelhos de TVs instalados em suas casas ou em praças ao ar livre. A leitura deixou de ser meio para aquisição de conhecimento crítico e tornou-se tão instrumental quanto a vida dos cidadãos, suficiente apenas para que saibam ler manuais e operar aparelhos.
Fahrenheit 451 tornou-se um clássico não só na literatura, mas também no cinema. Em 1966, o diretor François Truffaut adaptou o livro e lançou o filme de mesmo nome estrelado por Oskar Werner e Julie Christie.

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Resenha:

Esse é um dos livros distópicos mais conhecidos no mundo, teve sua primeira publicação no ano de 1953. Apesar de ser uma ficção, o livro traz uma critica a sociedade americana disfuncional.

Foi escrito durante os primeiros anos da guerra fria. O autor aborda temas como a tentativa do governo em suprimir o pensamento crítico de seus governados, impedindo o acesso desse a livros, pois a leitura e o estudo fazem com que uma população se torne mais crítica e questionadora e isso não é agradável aqueles que querem governar sem ter que lidar com uma oposição forte, organizada e bem instruída.

Ainda hoje é possível observar como esse tema é atual, principalmente no país em que vivemos, onde o investimento em educação pode ser considerado irrisório se comparado a outros gastos do governo.

Até mesmo os meios de informação, tendem a manipular as massas, deixando a maior parte da sociedade alienada em relação aos reais problemas do país. Oferecendo uma politica de pão e circo, onde o governo oferece o pão através de programas sociais e a TV oferece o circo ( diversão barata, sem qualidade, sem um cunho educacional), com o objetivo apenas de entreter e não fazer pensar.

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No livro, podemos observar que os bombeiros adquiriram uma nova forma de atuação em sua profissão, em vez de apagar o fogo, eles lançam chamas em todo o material que tenha o objetivo de entreter de forma crítica e instruir, assim ,livros, revistas, música clássica e obras de arte são destruídas.

O personagem principal é Guy Montag, ele é um bombeiro que após um incidente onde uma senhora prefere queimar com sua biblioteca particular a se submeter ao sistema vigente. Ele passa então a questionar o motivo pelo qual alguém preferir morrer a abandonar um simples punhado de folhas escritas, o que tem de tão interessante em um livro? Ele pega um para descobrir, mesmo sabendo que quem fosse apanhado com ele, seria preso.

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Interessante observar a alusão no título do livro ao numero 451 que é a temperatura em graus Fahrenheit em que o papel pega fogo.

O autor chegou a sentir a necessidade de esclarecer que o livro não trata em especial  do tema da censura, porém é uma crítica a como a TV destrói o interesse das pessoas pela leitura.

Clarisse McClellan é minha personagem preferida, ela é uma jovem livre, observadora, questionadora, mas principalmente feliz. E por se destacar dos demais e tida como uma ameaça ao sistema, sendo portanto presa e eliminada. Na versão cinematográfica Clarisse foi poupada diante do enorme número de fãs que clamavam por um final diferente para a personagem.

Ela em poucos encontro toca a alma de Guy, que estava acostumado a conviver com pessoas apáticas, sem nenhuma profundidade, nem pensamento próprio. A sua  mulher era uma pessoa vazia, que passava o dia diante da TV, interagindo com essa, em programas em que o telespectador era levado a atuar como se fosse um dos personagens da trama, para isso diariamente ela decorava suas falas.

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O consumismo exagerado também é criticado nesse livro, através do desejo da mulher (Mildred) de Guy por uma nova TV que cubra toda a quarta parece da sala, ela já tem três, mas precisa da quarta para se sentir realizada, mesmo com o marido esteja totalmente endividado porque comprou a terceira TV a pouco tempo. Tem um momento que Mildred é encontrada desacordada após tentar o suicídio pela ingestão de diversos comprimidos, sendo salva por Guy, mas esse nota o descaso com que a equipe de socorro a tratou, apenas como um corpo sem nenhum valor particular/ pessoal. Isso reforça a sua revolta com o sistema vigente.

O sentimento de tédio e a falta de controle é tão exagerada, que os jovens perseguem e atropelam pessoas na rua, por simples prazer. Assim como os bombeiros utilizam uma espécie de robô de caça, para tirar animais de suas tocas, apenas para torturar e matar os mesmos. Esse dispositivo também é utilizado para caçar fugitivos, sendo que o próprio Guy torna-se um de seus alvos no final do livro.

Eventualmente um bombeiro acabava por se apropriar de um livro por mera curiosidade, mas se o entregasse até 24 horas depois nada aconteceria. Guy se apropriou de vários e os escondeu, tentou decora-los mas não conseguiu, nesse ponto entra Faber na história, ele é um antigo professor de Inglês, que perdeu a profissão com as novas políticas adotadas. Faber passa a ajudar Guy, fala sobre livros e o esconde quando necessário.

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A esposa de Guy o denuncia e foge, ele é forçado a queimar seus livros pelo capitão Beatty, acaba por queimar suas TVs e outras lembranças também, no meio de uma discussão ele ateia fogo a Beatty e mata outros dois bombeiros, vindo a fugir então.

Guy se encontra com refugiados, antigos professores e alunos diplomados das universidades, esses em um ato de rebeldia decoram um livro e passam esse conhecimento a um aprendiz, até que chegue o dia em que poderão publica-los novamente. Seu líder é Ganger.

As cidades entram em colapso, são destruídas por bombas nucleares, uma nova sociedade renasce das cinzas como a fênix, um futuro novo é vislumbrado.

O livro é excelente, simplesmente adorei.

Bjos!

 

 

 

 

 

 

 

Um comentário em “Resenha: Fahrenheit 451 -Ray Bradbury

  1. Super boa dica. Obrigada por compartilhar a resenha de Fahrenheit 451. A verdade é o melhor livro que eu li até agora. A história me fez muito supreesa. A trama do livro nos faz refletir sobre o tempo atual porque muitas das previsões do autor sobre o futuro estão se tornando realidade. Amo este livro e vi que um filme será lançado também. Quando li o resumo do filme Fahrenheit 451 automaticamente chamou a minha atenção, adoro ver como os adaptam livros desse fênero para a tela grande. Acho que é uma boa idéia fazer este tipo de adaptações cinematográficas. Sem dúvida vou assistir. Se vocês são amantes do gênero de ficção cientifica este é um filme que não devem deixar de ver.

    Curtido por 1 pessoa

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