Resenha: Um Conto de Natal- Charles Dickers

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Ficha Técnica: 

Título: Um Conto de Natal

Autor: Charles Dickers

Editora: L&PM

Gênero: Literatura Estrangeira-Contos E Cronicas

ISBN: 8525412430

Edição: 1º

Páginas: 146

Ano: 2003

Sinopse:

Um Conto de Natal (A Christmas Carol), do britânico Charles Dickens (1812-1870), está, certamente, entre as histórias mais difundidas da literatura ocidental. O enredo nos traz a figura de Scrooge, um rabugento homem de negócios de Londres, sovina e solitário, que não demonstra um pingo de bons sentimentos e compaixão para com os outros. Não deixa que ninguém rompa sua carapaça e preocupa-se apenas com seus lucros. No frio natalino, ele é visitado pelo fantasma de Marley, seu sócio, morto há algum tempo. Esta visita muda a sua vida.

Resenha:

Essa é a obra mais conhecida de Dickens, sendo difícil encontrar alguém que não tenha tido contado com esse livro na escola, ou nos tão reprisados filmes natalinos.

O conto foi escrito na forma de folhetim em um jornal no ano de 1843. Tinha o intuito de fazer uma crítica aos industriais daquela época, que buscavam obter o lucro de forma exacerbada em detrimento de seus funcionários. Porém o conto foi tão bem escrito, e era tão envolvente que até as camadas mais altas da sociedade se renderam a ele.

O conto trás a história de Scrooge, homem avarento, incapaz de fazer qualquer gesto de bondade para com seus semelhantes, ele sovina e ambicioso a tal ponto que chegou a fechar um negócio no velório de seu amigo e sócio Marley.

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Marley, visita eu amigo 7 anos após o seu falecimento, na véspera do natal, para avisa-lo da necessidade de mudar a sua postura, caso não o fizesse as consequências no pós vida seriam terríveis.

Para deixar clara a mensagem, Marley envia ao amigo três fantasmas ( fantasma do natal passado, do natal presente e do natal futuro).

Imagine o susto do velho Scrooge, ao ver o fantasma de Marley arrastando correntes pela casa. Apesar disso duvidou de seus sentidos, o que via não podia ser real, precisava de provas mais contundentes. Só depois que o espírito desamarrou a atadura que prendia seu maxilar e que a imaginal limitada de Scrooge, o fez acreditar na verdade.

Porém seu amigo estava ali para auxilia-lo e não para o fazer mal, explicou sobre as correntes que fez em vida e que portanto era obrigado a carregar após sua morte. De qualquer forma, o consolo só poderia ser dado pelos outros espíritos, uma vez que ele estava em um ciclo interminável de remorso, nunca podendo parar.

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Interessante que o que mantinha os fantasmas em tormento eterno era querer fazer o bem as pessoas que estavam vivas e não conseguir, uma vez que tinham perdido essa oportunidade em vida e não podiam realiza-la na morte. Dickens realmente passou uma linda mensagem nesse livro.

O primeiro espírito surgiu no dia seguinte, homem velho, longos cabelos brancos, tamanho de uma criança, vestido com uma túnica branca enfeitada com flores do verão, com uma forte luz sobre sua cabeça. Esse era o espírito dos natais passados, percorreu todos os natais significativos do personagem, desde a sua infância até quando ele começou a se transformar no homem ambicioso e avarento que é. Nesse ponto já se nota alguns traços de arrependimento.

No dia seguinte, Scrooge recebeu a visita do segundo espírito, esse era um gigante, que em determinado lhe deu uma lição de humildade, o repreendendo por suas palavras anteriormente proferidas.

O espírito abençoou a casa de Bob Cratchit ( empregado de Scrooge), que tem um filho com deficiência ( Tim), sobre esse pesava o presságio de uma morte eminente, se nada fosse alterado.11

Posteriormente foram a caso do sobrinho, onde ele escutou sua declaração a respeito do último encontro com o tio.

No final da noite o espírito estava velho e carregava duas crianças consigo, filhos dos homens, seus nomes era ignorância e necessidade.

O último fantasma era diferente, ele era mais solene e silencioso, o seu pressagio não era bom ao nosso amigo. Ele então ouviu os comentários sobre sua morte e a negociação da venda de seus objetos pessoais que lhe foram roubados. Morreu sozinho, em agonia foi o que disseram.

Por fim veio o arrependimento, a lição foi finalmente aprendida. Scrooge  se tornou um segundo pai para Tim, um bom patrão, um bom homem, generoso, passou a visitar seu sobrinho e a praticar a caridade o ano todo, de fato uma mudança sem precedentes.

Essa história e linda, escrita de uma forma tão realista que é possível sentir cada emoção vivenciada pelo personagem principal, além do fato de que acabamos tomando a lição para a gente.

Senti uma emoção enorme ao ler esse conto, vou portanto ver as adaptações que foram feitas do mesmo.

Desejo a todos um Feliz Natal, cheio de saúde e paz.

Bjos!

 

 

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