Psicose – Robert Bloch

 

 

Título: Psicose
Autor: Robert Bloch
Ano: 2013
Páginas: 240
Editora: DarkSide Books
Gênero: Suspense

 

 

 

 

 

 

 

 

“Nós não somos tão lúcidos quanto fingimos ser.”

Olá, pessoas! Passou o Halloween, mas, hoje é sexta-feira 13 e não poderia faltar no Utopia RGV um clássico do suspense para comemorar o dia mais emblemático do calendário mundial!

E quando falamos em clássico, impossível não lembrarmos do Sr. Bates, Hitchcock e da inesquecível cena do chuveiro com aquele gritinho!

Psicose, o clássico de Robert Bloch, foi publicado originalmente em 1959, livremente inspirado no caso do assassino de Wisconsin, Ed Gein. O protagonista Norman Bates, assim como Gein, era um assassino solitário que vivia em uma localidade rural isolada, teve uma mãe dominadora, construiu um santuário para ela em um quarto e se vestia com roupas femininas. Em Psicose, Bloch antecipou e prenunciou a explosão do fenômeno serial killer do final dos anos 1980 e começo dos 1990. Assim que leu o livro de Bloch, o cineasta Alfred Hitchcock se viu fisgado. Ele simplesmente precisava ver aquela história virar um filme: seu filme! A Paramount desaprovou a produção, por achar a história um tanto excêntrica, mas Hitchcock decidiu se aventurar e arriscar sua sorte: iria em frente com a produção. Comprou todas as 3 mil edições do livro, para que ninguém tivesse acesso ao final da trama e assim, se tornasse uma surpresa o final de seu filme. Ele sim, sabia como evitar um spoiler. hehehe

O livro, assim com o filme de Hitchcock, tornou-se um ícone do horror e suspense, inspirando um número sem fim de imitações inferiores. Assim como a criação de Bloch, o esquizofrênico violento e travestido Bate, tornou-se um arquétipo do horror incorporado a cultura pop.

Sem edição no Brasil há 50 anos, a DarkSide Books presenteou os fãs do terror com duas edições maravilhosas: Uma versão brochura (imagem acima) e a versão Psicose Limited Edition (capa dura *_*), que inclui um caderno especial com imagens do clássico de Hitchcock e a Classic Edition.

Edição Colecionador

Psicose é o nome dado a um estado mental patológico caracterizado pela perda de contato do indivíduo com a realidade, que passa a apresentar comportamento antissocial. Podem ocorrer alucinações ou delírios, desorganização psíquica que inclua pensamento desorganizado e/ou paranoide, acentuada inquietude psicomotora, sensações de angústia intensa e opressão, e insônia severa. Ou seja, é assustador!

A mente humana é incrível e imprevisível, e pode se tornar muito perigosa. Quando sua mente torna-se sua maior inimiga, e você perde a noção do que é real e do que é certo, pode-se cometer loucuras. E foi essa a inspiração de Bloch para sua obra-prima.

Em Psicose conhecemos o Bates Motel, um hotel de meia estrela (minha opinião) localizado no meio do nada que é dirigido por Norman e sua mãe, Norma. Ambos moram em uma casa em uma colina atrás do Motel. Norman é um homem de meia idade por volta de 40 anos, caseiro e pacífico, seu único hobby e “tara” são os livros e, muitos desses livros são influências do próprio autor em sua criação. Desde muito novo, Norman é tratado como um garotinho por sua mãe, que vive censurando-o e superprotegendo-o. Por vezes ele discorda dela e tenta se livrar do seu domínio e manipulação, mas, após tantos anos, Norman não sabe viver sem as orientações e regras de sua mãe. Vivendo um relacionamento doentio de posse e ciúme, quase comparado ao Complexo de Édipo, Norman acaba solteiro e morando com a mãe.

“Ela sempre lhe ditara as leis, mas isso não queria dizer que ele sempre precisasse obedecê-las. As mães são às vezes dominadoras, mas nem todas as crianças se deixam dominar. nem todas as viúvas e nem todos os filhos únicos se emaranhavam nesse tipo de relação. A culpa era tanto dele quanto dela. Porque ele não tinha iniciativa”.

Locação original do filme

Mary Crane é uma auxiliar de escritório que foge da cidade após roubar 40 mil dólares que ela deveria depositar no banco para o seu chefe. No meio da madrugada, com uma chuva torrencial, daquelas que te fazem tremer de medo, ela vai parar no Bates Motel graças a um desvio da estrada principal. Corre, é uma cilada, Bino!

Edição de Colecionador

Na primeira noite de Mary no Bates, ela janta com Norman, mas, acaba irritando-o ao sugerir que a mãe dele deveria ser internada. Então, o jantar termina e ela retorna ao seu quarto. Norman, chateado, bebe muito e espia Mary através de um buraco na parede, e nesse momento a mãe surge, raivosa, e então se desenrola a famosa cena do chuveiro, imortalizada pela atuação de Janet Leigh.

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Cards da cena do chuveiro – Janet Leigh

“Mary começou a gritar. A cortina se abriu mais e uma mão apareceu, empunhando uma faca de açougueiro. E foi a faca que, no momento seguinte cortou o seu grito.
E a sua cabeça.”

Uma semana se passou e nem sinal de Mary no trabalho. Seu chefe e sua irmã estão desesperados. Sua irmã Lila resolve ir procurar por Mary na cidade de Sam, o noivo dela. Então Lila, Sam e Arbogast, um investigador contratado pela empresa de Mary para reaver o dinheiro roubado, começam a seguir pistas do paradeiro de Mary e tentam descobrir o que aconteceu com ela e todo o dinheiro. Uma caçada que acaba revelando mais do que se imaginava sobre o esquisito Norman Bates.

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Psicose prende a atenção do leitor desde as primeiras páginas, com a descrição da relação vultuosa entre Norman e Norma. Todos os mínimos detalhes da narrativa são levados em consideração e são extremamente relevantes para a construção do temperamento do assassino. O filme e o livro são muito parecidos, talvez uma das melhores adaptações do cinema. Não há necessariamente um suspense quanto aos assassinatos, eles são bem óbvios. O suspense do livro é voltado ao estado psicológico das personagens, o que os leva a fazer o que fazem. O foco do livro é o assassino e não a vítima.

A narrativa é muito fluída o livro inteiro. Dá pra ler rapidinho, em um dia, pois é inebriante.

O último capítulo é bem interessante, pois serve quase como um fechamento oficial da história. O narrador nos explica através das personagens e seus diálogos, exatamente o que acontece por detrás do óbvio, explicando as causas e os motivos do assassino.

Sensacional!

Assista ao filme e depois caia na leitura, e absorverá melhor todas as nuances deste enredo que mudou a história do horror e suspense no mundo.

Pra quem tem fome se série, foi lançada a pouco tempo a série Bates Motel, que trata do universo do livro Psicose, mas com algumas diferenças. Pelas críticas,está tendo uma boa aceitação. O elenco é legal e eu assistiria só pra ver o Charlie da Fantástica fábrica de chocolates matar alguém. (Gente…o que é esse boy com cara de quem vai aprontar?)

É isso, galera. Espero que tenham gostado e  Tomem cuidado que a bruxa tá solta! hehehe

Até a próxima sexta!

Beijos.

Um comentário em “Psicose – Robert Bloch

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